quarta-feira, 5 de março de 2014

Amor Oculto

Quero um amor igual.
Correspondido, consentido, vivido enfim.
Como pode o ente amado
Não responder a um sorriso?
Não sabe que o sorriso sai de mim?

Do intimo,
Meu sorriso é sincero.
Discordo de Nietzsche que aconselhava,
A levar um chicote ao encontrar uma mulher.
Mulher merece esmero.

Não sei se eu sou assim por que sofro
Ou se sofro por que sou assim.
Tendo amado, não reconheço que amei
E tendo vivido, não sei nem mesmo se vivi.
Esta contradição faz o eu de mim.

Ou sou apenas um poeta
Escrevendo em gerundismo.
E que poeta sou
Se nem ao menos sei falar do sentimento?
O meu sentimento pede ocultismo.

Mas este ocultismo é sofrimento.
Mas o amor é não comentável.