sexta-feira, 7 de março de 2014

Ambição e Alienação: Empecilhos da Reflexão

                Universidade. Entrei nela uma vez. Não continuei: entrara por opinião alheia, e depois examinei que seria uma carreira lucrativa.
Quem estuda apenas para ter, não estuda para satisfazer algo além de ambição, e quem estuda por indicação, apenas desfruta de um momento de alienação. Pode estar jogando como numa loteria, deixando-se levar pela sorte.
                Bem-aventurado é o ser humano que sabe o que quer, que tem objetivos, que escolhe conforme sua liberdade e sua moral e reflete nas escolhas.
                Reflita:
És livre? Nunca passaste por nenhum momento de alienação? Decidiu durante todos os momentos da sua vida por si mesmo? Quem é livre? Quero conhecê-lo.
Para um homem alienar-se, será necessário que ele consinta que alguém tome suas decisões ou que tirem sua capacidade de escolha ou enxergar a variedade das escolhas em determinadas situações.
Sempre pode acontecer de alguém tomar decisões que foram automáticas, que vieram de fora. Muitas decisões são induzidas pela mídia, pela cultura, pela religião, pela ciência, pelo direito, ética e etc. Se leio e faço daquela opinião que me foi apresentada uma verdade absoluta, posso estar me alienando, ao não ser que seja uma verdade indubitável.
Então o homem para ser realmente humano no sentido da palavra, necessita de uma práxis, isto é:
 “prática real atravessada pela subjetividade” (1)
Práxis é agir pensando, fazer algo refletindo. É necessário que o homem questione sobre o que esteja ao seu alcance, dentro de sua capacidade que reflexão, principalmente sobre aquilo que facilmente aliena como os indutores de opinião citados acima.
Mas não é só a mídia que aliena. A ambição também o faz. O homem pode se deixar levar pela ambição, deixar seu egoísmo escolher na sua frente, como se fosse algo que ele tivesse de obedecer. Todos querem uma vida digna e ser livres dignamente. Como posso ser digno se já comecei com ambição? Só quero que reflita nos “valores”.
Refletindo o homem fica cada vez mais capaz de decidir, de sair do automático na hora das escolhas, assim é preciso agir como na já falada dialética de Hegel. Automática é a decisão sempre tomada rapidamente nos reflexos (afirmação). O homem pode mudar de atitude parar e refletir um pouco se a tomada de decisão automática (primeira resposta que lhe vem à mente) é mesmo a melhor (negação). O homem reflete finalmente examinando a ocasião (superação).


Referência:

1         1-      Severino, Antonio Joaquim. A ética. In: Filosofia. 2°ed. Cortez editora.2007. p.193